Pesquisar este blog

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Visão de jogo: São Paulo 2x0 Portuguesa

Na tarde deste chuvoso domingo de Páscoa, São Paulo e Portuguesa se enfrentaram na Arena Barueri em partida única válida pelas quartas-de-final do campeonato paulista.
Sem poder contar com Alex Silva (sentiu dores no joelho após o jogo contra o Goiás na quarta-feira) e Xandão (suspenso), Paulo César Carpegiani ganhou mais um desfalque extremamente importante horas antes da partida: Lucas. A jóia tricolor sentiu dores no músculo adutor da coxa direita e foi vetado pelo departamento médico. O treinador tricolor foi obrigado a escalar o São Paulo no 4-6-1, com Casemiro, Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba mais presos à marcação (Souto era o único com a missão de não subir ao ataque e proteger a defesa, e os outros dois ficaram mais livres para apoiar), Marlos e Ilsinho caíam das pontas para o meio e rodavam em torno de Dagoberto que não jogava fixo na área.
O São Paulo iniciou a partida de maneira sonolenta e um pouco dispersa. Manteve a maior posse de bola no primeiro tempo, mas não chutou a gol. Levou perigo à meta defendida por Weverton apenas nas jogadas de bola parada com Miranda e Rodrigo Souto. A Portuguesa por sua vez arriscava em chutes de fora da área obrigando Rogério Ceni a aparecer bastante em diversas oportunidades (sobretudo na segunda etapa).
Paulo César Carpegiani perdeu seu cabeça-de-área ainda na primeira etapa. Rodrigo Souto sentiu uma fisgada na panturrilha e precisou ser substituído dando lugar ao jovem atacante Henrique. Com dois homens de frente, o São Paulo resolveu ir pra cima da equipe comandada por Jorginho. Em boa jogada de Marlos e Jean iniciada na lateral direita, o camisa 2 foi à linha de fundo e cruzou com perfeição para Ilsinho em típica jogada de centroavante abrir o placar aos 40 minutos da primeira etapa e mandar a equipe para o intervalo com uma tranqüilidade maior, apesar de ainda tomar um grande susto aos 44 em forte chute na entrada da área com boa defesa de Rogério Ceni.
Da forma como iniciou a partida, o São Paulo voltou para o segundo tempo: burocrático e preguiçoso. Parecia satisfeito com o resultado e não se aventurava ao ataque. Já a Portuguesa, voltou ligada e com vontade de dificultar as coisas, mantendo maior posse de bola, apesar da falta de criatividade. Jorginho sacou o meia e capitão Marco Antônio e colocou em seu lugar o atacante Rafael Silva, demonstrando realmente sua intenção ir para cima da equipe do Morumbi.
Observando a atitude ofensiva adversária, o técnico são-paulino sacou o Marlos (que se movimentava bastante, mas sem muita objetividade) e resolveu colocar o jovem zagueiro Luiz Eduardo em campo, numa tentativa de deixar o setor defensivo mais sólido. Tal atitude chamou a Portuguesa para cima de sua equipe e o São Paulo abdicou do jogo.
Como diria Muricy Ramalho, “a bola pune”. Aos 29 minutos, a equipe de Carpegiani quase pagou caro pela apatia. Após escanteio cobrado pelo lado esquerdo, o atacante Luis Ricardo subiu sozinho na pequena área e cabeceou para o gol, obrigando o capitão e dono da camisa 1 tricolor a operar um verdadeiro milagre.
Quatro minutos depois, a Lusa, que passou a acreditar que era possível empatar a partida, obrigou Ceni a aparecer novamente em chute forte do volante Ferdinando de fora da área.
O gol da equipe do Canindé parecia maduro, mas aos 35 minutos em jogada iniciada no meio campo entre Henrique e Jean, novamente o lateral tricolor achou Ilsinho livre na área. O camisa 77 rolou para Dagoberto sozinho marcar seu nono gol no campeonato (décimo segundo na temporada) e matar o jogo.
Logo após o gol, Ilsinho saiu aplaudido e deu lugar a Cléber Santana, que entrou para fechar o meio e segurar o resultado. Se não criou muitas chances e jogou para o gasto, a equipe tricolor mostrou eficiência nas finalizações.
Na quarta-feira, o São Paulo volta a jogar no Morumbi (após mais de 50 dias longe de sua casa) contra o Goiás pela Copa do Brasil. A equipe precisa apenas de um empate para passar às quartas-de-final, onde enfrentará o já classificado Avaí. Luis Fabiano que foi vetado por ainda não ter condições físicas para jogar mais do que 30 minutos e por também sentir dores no joelho após os treinamentos desta última semana, e não fará sua tão aguardada reestréia com a camisa tricolor. Lucas, Rodrigo Souto e Alex Silva serão reavaliados e podem retornar à equipe (atualização desta segunda: Lucas ficará fora por 2 semanas).
Sábado, o adversário será o Santos no Morumbi em partida única de semifinal pelo campeonato paulista. Se houver empate nos 90 minutos a decisão será nos pênaltis.

Notas:

Rogério Ceni – Decisivo. Defesas importantíssimas. M1TO! – Nota: DEZ!

Jean – Atacou de forma discreta e segurou bem seu setor. Participação importante nos dois gols. Fez bela jogada de lateral no gol de Ilsinho ao cruzar a bola com perfeição – Nota: 7,5

Rhodolfo – Seguro, firme e tranqüilo como sempre. Xerife! Desarmes e bloqueios eficazes – Nota: 9,0

Miranda – Tomou conta do setor e não deu espaço para os atacantes de Portuguesa – Nota: 8,0

Juan – Deve e muito uma atuação que justifique sua contratação. Não ataca, não apóia e dá espaços na defesa – Nota: 5,0

Rodrigo Souto – Discreto e seguro, fazia boa partida até se machucar – Nota: 7,0

Casemiro – Milagrosamente não tomou cartão e não fez suas faltas desnecessárias. Correu e vibrou bastante, apesar de ter dificuldade nos passes no meio-de-campo – Nota: 7,0

Carlinhos Paraíba – Defensivamente apareceu muito bem. Correu bastante, mas errou muitos passes. Precisa melhor também o apoio ao ataque – Nota: 7,5

Ilsinho – Um dos nomes do jogo. Tem sido muito decisivo. Demonstra maturidade e objetividade – Nota: 9,0

Marlos – Movimentou-se bastante no primeiro tempo, apesar da apatia da equipe. Saiu no segundo tempo por opção do treinador que queria compactar a equipe. Precisa melhorar em finalização, objetividade e ser menos fominha. – Nota: 7,0

Dagoberto – Correu, se movimentou muito e mais uma vez foi decisivo matando o jogo e dando a classificação para a equipe, apesar de iniciar a partida isolado entre os zagueiros adversários (em função da falta de um parceiro de ataque) – Nota: 9,0

Henrique – Entrou no lugar de Rodrigo Souto ainda na primeira etapa. Discreto, apesar da movimentação – Nota: 5,5

Luiz Eduardo – Substituiu Marlos e cumpriu bem seu papel. A pouca idade e a camisa não parecem pesar. Seguro e tranqüilo, zagueiro muito promissor – Nota: 7,0

Cléber Santana – Pouco tempo em campo – S/N

Paulo César Carpegiani – Com os desfalques, armou boa equipe, apesar de isolar Dagoberto no ataque. Foi ousado e acertou ao colocar Henrique devido à lesão de Rodrigo Souto primeira etapa. Errou ao chamar o adversário para o jogo e tirar o poder ofensivo do time muito antes da metade do segundo tempo – Nota: 4,5

Árbitro – Errou ao não marcar dois pênaltis para o São Paulo em cima de Ilsinho e Henrique, um em cada etapa. Deixou Domingos apitar o jogo e reclamar à vontade. Também deixou Maurício abrir sua caixa de ferramentas e distribuir pancadas. No demais, mostrou regularidade – Nota: 6,0

sexta-feira, 22 de abril de 2011

E lá se vão 5 anos...






Neste 21 de abril completaram-se 5 anos do falecimento de um dos maiores técnicos da história do futebol, Telê Santana da Silva.

Obrigado, mestre Telê, por todos os serviços prestados ao futebol e em especial ao São Paulo Futebol Clube

 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Leitura do jogo: Goiás 0x1 São Paulo

Jogando pro gasto, São Paulo bota mão na vaga
 
Em um jogo sonolento, o São Paulo conseguiu um importante resultado, ao bater o Goiás por 1x0, no estádio Serra Dourada, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Apesar da vitória, os erros de passe e falta de atenção nas finalizações deixaram a impressão de que o placar poderia ser maior e mostraram o quanto o talento de Lucas faz falta.
Como esperança aos são-paulinos, há o fato de poder até empatar no jogo da próxima quarta, no Morumbi (até que enfim um jogo do São Paulo fora de Barueri), além da grande estréia de Luís Fabiano no comando de ataque.
A equipe goiana começou tentando marcar a saída de bola e fazer jus ao papel de mandante. Aos 7 minutos, Carlos Alberto, aquele que quase veio para o São Paulo antes de sabermos que era “gato”, recebeu bom cruzamento de Marcelo Costa e cabeceou com perigo, porém estava impedido. Em seguida, duas chances de perigo para o Tricolor, com Casemiro e Marlos, em boa jogada individual.
Na metade do primeiro tempo, o atacante Felipe Amorim recebeu o segundo cartão amarelo do fraquíssimo árbitro Marcos André Penha. Isso mudou totalmente o panorama do jogo. O Goiás abdicou do ataque, recuou seus laterais e deu campo para o time do Morumbi, de presidente reeleito, atacar com facilidade. Ainda assim, a única boa chance foi um chute de fora da área de Rhodolfo, bem defendido por Harley.
 
Dagoberto tira o zero e o sono do torcedor
 
Para a segunda etapa, Paulo César Carpegiani sacou Casemiro para botar Henrique, aproveitando o espaço maior no campo. Aos dois minutos, Dagoberto passou por dois zagueiros e finalizou no canto direito do goleiro. Placar aberto e gol número 50 do camisa 25 do São Paulo.
O gol deu mais tranqüilidade e permitiu um time mais solto. Henrique e Ilsinho tramavam boas jogadas pelo lado direito e a entrada de Rivaldo, na vaga de Marlos, deu um pouco mais de mobilidade pelo lado esquerdo, inoperante. O alviverde do Planalto Central se limitava a defender para não levar uma desvantagem maior para o Morumbi.
Ilsinho levou a loucura os torcedores ao perder uma chance claríssima, aos 33 minutos, frente a frente com Harley, após receber grande passe de Henrique, que prova a cada jogo ser uma boa opção para a equipe, mesmo quando Luís Fabiano, Fernandinho e Fernandão estiverem à disposição de Carpegiani.
Com a vitória nas mãos, restou aguardar o jogo acabar e se preparar para o mini-clássico diante da Portuguesa, no domingo, pelo Campeonato Paulista. E a expectativa de uma grande partida de volta com o trio Lucas-Dagoberto-Fabuloso.
 
Notas
 
Rogério Ceni – Apenas assistiu ao jogo. Quando solicitado, fez o necessário – Nota 7
Rhodolfo – Peça importante na defesa, se aventurou no ataque devido ao sono do meio campo. Quase fez um golaço no primeiro tempo – Nota 7
Alex Silva – Esqueceu a polêmica com Juvenal Juvêncio e jogou com a seriedade de sempre – Nota 7
Miranda – Ganhou todos os duelos contra Oziel, Hugo e Felipe AmorimNota 7
Jean – Poderia ter explorado melhor o lado de Marcão, o mesmo que não deixa saudades por onde passa. No entanto, fez uma ótima partida e quase deixou o seu – Nota 7,5
Casemiro – Enquanto jogou, não comprometeu, apesar de seu início sonolento. Saiu porque estava sem função, pois o ataque do Goiás nada produziu – Nota 5
Carlinhos Paraíba – É um jogador batalhador e vem mantendo boa regularidade. Boa visão para achar Dagoberto livre de marcação na jogada do gol tricolor – Nota 6,5
Ilsinho – Tentou criar boas jogadas, mas perdeu um gol feito que poderia fazer falta – Nota 7
Marlos – Voltou ao normal, o mesmo lixo de sempre. Queria entender o motivo de sempre ser a primeira opção do treinador – Nota 3 
Juan – Sua presença não foi notada pelo lado esquerdo do ataque. Jr. César vive melhor fase e deveria ser o titular da lateral esquerda – Nota 4
Dagoberto – Como em vários outros jogos, o nome do jogo. Resolveu quebrar a apatia do jogo, movimentou-se bastante e chamou a responsabilidade na partida – Nota 8
Henrique – Incomodou os zagueiros, trabalhou bem pelo lado direito e deu bela assistência para Ilsinho, que infelizmente não virou gol – Nota 7
Rivaldo – Bons passes largos, faltou finalizar em duas jogadas que teve chance – Nota 6,5 
Paulo César Carpegiani - Com os desfalques de Lucas (suspenso) e Fernandinho (machucado), mandou uma equipe a campo, apesar de optar por Marlos. Com a expulsão do jogador da equipe goiana, enxergou bem a inutilidade e o sono de Casemiro, colocando mais um jogador de frente e buscando a vitória. Acertou também em colocar Rivaldo em campo. Tem méritos na vitória e não tem culpa nas chances desperdiçadas. Precisa forçar o treino de finalização - Nota 8
Árbitro – Confuso nas marcações. A expulsão do atacante do Goiás gerou muita polêmica – Nota 4


Por Leonardo Aragão (com a colaboração de Mauro Trevisan)

domingo, 17 de abril de 2011

O detonador falhou?


Na última semana, muito se falou sobre o tal reforço “bomba-atômica” que o São Paulo poderia trazer a partir do meio do ano, segundo declarações do diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes. Segundo o mesmo, tal reforço seria estrangeiro, não fala o nosso idioma e ainda seria capaz de levar mais público ao estádio do Morumbi em sua apresentação do que Luis Fabiano.
Em determinado momento, cheguei a brincar com alguns amigos e pensei “Seria Osama Bin Laden o tal reforço?”.
Nomes pipocaram de todos os lados e os principais foram dos uruguaios Diego Forlán, bola de ouro na última Copa do Mundo realizado na África do Sul e de Diego Lugano, ídolo da torcida são-paulina. Forlán, filho de outro ídolo que defendeu o São Paulo na década de 70, afirmou várias vezes que tem o desejo de um dia jogar pelo clube e realizar o sonho de seu pai, Pablo Forlán. Já Lugano, sempre que pode fala sobre sua identificação, carinho, gratidão e vontade de um dia retornar ao Morumbi. No entanto, ambas as negociações são complicadas, já que o contrato dos dois uruguaios vai até 2013 com Atlético de Madri e Fenerbahce, respectivamente.
Outros nomes citados foram de Kaká (hoje em baixa no Real Madri e que também disse muitas vezes que pretende um dia retornar ao clube) e Diego, revelado pelo Santos e hoje no Wolfsburg da Alemana (este blogueiro não deseja ver esse jogador no São Paulo nem em sonho! Nem no vídeo-game este jogador serve para o tricolor!). Vale lembrar que o volante argentino Guinãzú não foi descartador pela diretoria sã-paulina, mas o Internacional não aceita liberar o jogador para um clube brasileiro.
A torcida, não podia ser diferente, se empolgou com possíveis nomes e começou a sonhar com a formação ideal para o segundo semestre.
Conversando com alguns amigos jornalistas sérios e muito respeitados, a opinião era unânime: especulação pura, afinal dia 20 haverá eleição para presidente e Juvenal Juvêncio tentará o terceiro mandato. Seria então uma grande jogada de marketing?
Porém, com o passar dos dias, outras notícias começaram a veicular e declarações surgiram de todas as partes. Um diretor do clube classificou como “infeliz” a declaração de Jesus Lopes. Pablo Forlán, que também é procurador de Diego Forlán, disse que gostaria muito de ver o filho com a camisa do São Paulo, mas no momento não há negociação em andamento e ele seguirá na Espanha até o fim de seu contrato. Lugano por sua vez, declarou que não é o momento de voltar ao clube.
Ainda na especulação sobre o camisa 10 da seleção uruguaia, chegou-se a dizer que Casemiro seria envolvido na negociação com o clube espanhol.
Na sexta-feira, depois de conversar com o presidente do São Paulo, o jornalista Vitor Birner publicou em seu blog o que apurou sobre o tão falado assunto da semana. Segundo o mandatário tricolor, tudo isso seria “pirotecnia”, não existe negociação em andamento e Casemiro não sai do clube.
 Birner ainda lembra o fato de que o clube pretende contratar um zagueiro, já que Miranda sairá do São Paulo na metade do ano rumo ao Atlético de Madri e Alex Silva que terá seu contrato de empréstimo encerrado no mesmo período, ainda não teve sua situação definida (Juvenal já disse que pretende contratar o jogador em definitivo) e é desejado pelo Sporting de Lisboa. Sebastián Coates, capitão do Nacional do Uruguai e que foi indicado por Lugano, deve ter sua transferência acertada para o clube do Morumbi após a participação de sua equipe na Libertadores. Outro nome que interessa e constantemente é lembrado, é do jogador Breno, que já manifestou o desejo de retornar ao clube. No entanto, sua liberação junto ao clube alemão não é simples.
Para encerrar o assunto, apesar desta novela ser cansativa e este blogueiro realmente acreditar que não haverá tal reforço bombástico, certamente a história ainda se estenderá por um longo período e teremos novos e intermináveis capítulos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

OPINIÃO: Noroeste 1x4 São Paulo


Na estréia do novo uniforme (lançado sexta-feira no CCT da Barra Funda e que na opinião deste blogueiro ficou de péssimo gosto), o São Paulo visitou o Noroeste em Bauru buscando a vitória para continuar na cola do Palmeiras (a diferença na tabela é de apenas 1 ponto) para tentar fechar a fase classificatória na primeira posição, caso haja um tropeço do líder diante da Ponte Preta em Campinas. 
Com os desfalques de Miranda, Alex Silva e Fernandinho (lesionados, sendo que o último só volta em 45 dias por fratura), Juan (poupado) e Lucas suspenso, Paulo César Carpegiani escalou Rodrigo Souto como líbero, Xandão pelo lado direito da defesa, Rivaldo na armação e Marlos foi o companheiro de Dagoberto no ataque.
O Noroeste precisava vencer para ficar longe da zona de rebaixamento e a partida iniciou de forma sonolenta, com as equipes de estudando, cautelosamente. As ausências tricolores tinham tudo para deixar a equipe são-paulina lenta, mas não foi o que se viu com o passar do tempo. Rivaldo corria bastante, movimentando-se bem, recuando para buscar o jogo e se aproximando do ataque com eficiência. A qualidade no passe era impecável. Bons lançamentos e cruzamentos também surgiram de seu pé esquerdo.
Marlos optou por cair bastante pelo lado direito e buscou praticidade, criando boas jogadas – numa delas Rivaldo apareceu bem, mas finalizou para fora do gol –, não abusando de seus dribles e jogadas individuais que tanto enervam a torcida.
Marcando com eficiência no meio-campo, o São Paulo não deu muito espaço para o Noroeste. Quando a equipe do interior avançou, a zaga apareceu bem, evitando que Rogério Ceni precisasse trabalhar.
Casemiro, Jean e Dagoberto perderam boas chances na partida, como numa cabeça do volante na trave, após cobrança de falta de Rivaldo e no rebote Dagoberto chutou  de fora para boa defesa do goleiro. Outro lance de destaque foi a boa tabela entre Jean e Dagoberto, onde o lateral conseguiu entrar na área e acabou finalizando em cima do goleiro.
O lado esquerdo tricolor apareceu bem na tarde de hoje, com Júnior César se movimentando bastante, apoiando o ataque e se posicionado bem na defesa. Após boa jogada trabalhada entre Marlos e o lateral, Júnior César sofreu pênalti, que foi bem convertido por Rogério Ceni. Foi o gol de número 101 na carreira do arqueiro são-paulino.
Pouco ameaçado, o São Paulo esperou o fim do primeiro tempo, sendo o lance de maior perigo para a equipe de Bauru protagonizado pelo zagueiro Xandão, quase marcando um gol contra.
Na segunda etapa, o Noroeste mudou sua postura e tentou forçar mais, ficando exposto ao contra-ataque da equipe de Paulo César Carpegiani. Após boa arrancada de Júnior César, o volante França – que recebeu cartão amarelo no primeiro tempo por reclamação – acabou expulsou após cometer falta no lateral são-paulino. Para azar dele e do Norusca, saiu o segundo gol da equipe da capital. Dagoberto cobrou falta, a bola bateu na barreira e sobrou para Casemiro que deu bom passe para Marlos livrar-se do zagueiro e marcar um belo gol.
Com um jogador a mais e dois gols de vantagem no placar, o São Paulo procurou administrar a partida. Carpegiani trocou Casemiro (com cartão amarelo) e Rivaldo, colocando em campo Ilsinho e Willian José.
A jogada do terceiro gol começou numa falta perigosa a favor do Noroeste, com defesa de Rogério Ceni após chute forte de Otacílio Neto. A bola sobrou para Júnior César na lateral da área, que levantou a cabeça e fez um ótimo lançamento para Marlos, que livrou-se da marcação e deu um grande passe para Dagoberto bater de primeira e marcar um lindo gol, matando o jogo.
A equipe de Bauru descontou numa rara desatenção da zaga do São Paulo.
Com a vitória praticamente decidida para o lado tricolor, Dagoberto foi substituído pro Cléber Santana que entrou para cadenciar o jogo e administrar o resultado.
Nos acréscimos, Ilsinho roubou a bola no meio, avançou e colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro Yuri, fechando o placar na goleada do São Paulo.
A equipe joga contra o Oeste no próximo final-de-semana em Mogi Mirim, já que perdeu dois mandos de campo pelo lamentável fato dos objetos jogandos em campo na partida contra o Corinthians.

Notas:

Rogério Ceni – Não teve trabalho na partida. Quando exigido, apareceu bem. Converteu a penalidade com perfeição. NOTA: 8,0.

Xandão – Não inspira muita confiança, mas cumpriu bem seu papel. Quase marcou um gol contra. NOTA: 6,0.

Rodrigo Souto – Discreto, sem muito trabalho. Improvisado, cumpriu bem a função de líbero. NOTA: 6,5.

Rhodolfo Xerifão! Seguro, tranqüilo e mais uma ótima partida. NOTA: 7,5.

Jean – Muita movimentação pelo meio, já que não foi tão acionado na lateral. Quase marcou o seu após linda jogada com Dagoberto. NOTA: 7,0.

Casemiro – Correu bastante, apareceu bem no ataque e quase marcou o seu cabeceando a bola na trave, após cruzamento de Rivaldo. Foi dele o passe para o gol de Marlos. Precisa se controlar mais e parar com a mania de tomar cartão de graça na primeira etapa. Em muitas vezes entra de forma bruta e desnecessária na disputa das jogadas, cometendo faltas. Com isso, acaba substituído para não ser expulso. NOTA: 6,5.

Carlinhos Paraíba – Discreto, fez bem o lado esquerdo com Júnior César. As jogadas passam pelo seu pé na transição da bola da zaga para o ataque. Marca bem e cumpre seu papel. NOTA: 7,0.

Rivaldo – Muita qualidade no passe e boa movimentação. Apesar da idade coloca a bola aonde quer. Cadencia e pensa o jogo quando necessário. Saiu por opção do técnico no meio da etapa final. Eu não teria feito a substituição. NOTA: 7,0.

Júnior César – Marcou e apoiou com eficiência, apesar de não ter a mesma qualidade ofensiva de Juan supriu bem sua ausência. Sofreu o pênalti do primeiro gol e a falta que originou a expulsão de um jogador adversário.NOTA: 7,5.

Marlos – Hoje foi surpreendente. Marcou o seu, deu a assistência para o terceiro gol, não foi fominha e nem se isolou pelas pontas criando aquelas jogadas individuais inúteis e irritantes. Foi o melhor em campo. Parecia outro jogador. NOTA: 9,0.

Dagoberto – Quando o jogo estava morno, chamou a responsabilidade. Boas jogadas e um belo gol. Muito importante para a equipe. Vai fazer muito sucesso como parceiro de Luis Fabiano. NOTA: 8,5.

Ilsinho – Está cada vez mais adquirindo ritmo de jogo, mostrando muita qualidade e vontade. Dribla fácil. Não é mais lateral, mas tem se destacado bem no meio. Marcou um golaço no final da partida. NOTA: 8,0.

Willian José – Não apareceu muito. Teve uma oportunidade, mas arriscou mandando longe do gol. NOTA: 5,0.

Cléber Santana – Entrou para cadenciar o jogo, já que o resultado estava praticamente decidido. Não fez nada de interessante e pouco pegou na bola. Sem nota.

Paulo César Carpegiani – Com os desfalques, improvisou Rodrigo Souto na zaga e armou uma equipe interessante, que tinha tudo para ser lenta e se mostrou numa tarde feliz. Fez boas substituições, mas eu teria deixado Rivaldo em campo até o tempo em que agüentasse. NOTA: 8,0.

Arbitragem – Foi bem, sem grande destaque. Expulsou o jogador do Noroeste de forma correta. Não inventou faltas ou cartões. Atuação discreta e segura. NOTA: 7,0.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Opinião: São Paulo 2x0 Santa Cruz


O São Paulo iniciou a partida demonstrando muita vontade e indo pra cima do Santa Cruz, com Juan arriscando de pé direito de fora da área e assustando o goleiro Tiago Cardoso. Com a mesma marcação dura da primeira partida em Recife, a equipe pernambucana ficou atrás, lutou e tentava parar o ataque paulista com faltas duras. Aos 8 minutos de jogo, o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca já havia mostrado um cartão amarelo para lado. O amarelo da equipe comandada por Zé Teodoro custou mais caro: após dura entrada do zagueiro André Oliveira em Fernandinho – que sentiu a falta e foi substituído por Marlos –, Dagoberto em jogada ensaiada cruzou para a área e Rhodolfo – que retornava à equipe assim como Dagoberto – cabeceou para abrir o placar.
Com o gol, a equipe de Paulo César Carpegiani se acomodou um pouco e o Santa Cruz não conseguiu sair para o jogo, abusando de chutões e lançamentos sem direção. Rogério Ceni era um mero espectador da partida. Aos poucos, o São Paulo retomou  o controle da partida e apertou o ritmo. Lucas, novamente muito marcado por Everton Sena, tentava sair da marcação e em alguns momentos conseguiu ganhar o duelo com o zagueiro. Juan e Jean apareciam muito bem pelas laterais e apoiavam o ataque com eficiência.
No final do primeiro tempo, após bela jogada com Jean pelo lado direito, Dagoberto arrancou em direção à área e foi derrubado por André Oliveira com uma cotovelada. Lance inútil, pois a bola já estava nas mãos do goleiro. O árbitro marcou pênalti e expulsou o zagueiro da equipe de Pernambuco. Com a chance de aumentar o placar e ir para o intervalo com mais tranquilidade, Rogério Ceni inovou na cobrança dando uma cavadinha e Tiago Cardoso defendeu no meio do gol, jogando para escanteio.
Carpegiani não mexeu na equipe no intervalo e o São Paulo voltou em cima do adversário que segurava como era possível: chutões e faltas duras. Everton Sena, sombra de Lucas, foi premiado com cartão amarelo por falta dura. Com um jogador a mais, o treinador são-paulino resolveu sacar Casemiro – que começou bem a partida, mas com o passar do tempo se apagou – que deu lugar a Ilsinho.  Com a alteração, Jean virou volante – embora muitas vezes caísse pela lateral direita – e Ilsinho veio para a ala, deixando a equipe mais agressiva, mas sem muito sucesso. Faltava o homem de área. Paulo César Carpegiani resolveu abrir mão de um dos três zagueiros – Zé Teodoro sacou um dos atacantes para recompor seu sistema defensivo no intervalo – colocando o garoto Willian José em campo no lugar de Alex Silva.

A alteração deu certo. Aos 27 minutos, após passar por dois marcadores, Ilsinho tabelou com Willian José, entrou na área e bateu na saída do goleiro do Santa Cruz, marcando o segundo gol do São Paulo.
Zé Teodoro resolveu mexer e colocou um jogador mais ofensivo, partindo para cima do Tricolor do Morumbi em busca de um gol que poderia dar a classificação, levando perigo num chute de fora da área, com Rogério Ceni aparecendo bem e fazendo bela defesa, a única na partida.
Bem postado defensivamente e empurrado pela torcida que compareceu em bom número na Arena Barueri (o público nesta partida bateu o recorde do estádio), o São Paulo continuo no campo de ataque e aos 38 minutos, o lateral Renatinho levou vermelho após dar um carrinho criminoso em Ilsinho. Aos 40, Lucas apareceu bem em grande lance individual, mas parou no goleiro.
O duelo entre os dois camisa 7 não terminou bem. Após sofrer falta do zagueiro, o craque são-paulino se irritou, saiu da confusão e Ilsinho foi tirar satisfação com o jogador do Santa Cruz, tomando as dores do colega de equipe. O árbirtro que já havia advertido a dupla, perdeu a paciência e resolveu expulsar Lucas e Everton Sena. Lucas precisou ser retirado de campo por Carpegiani e Alex Silva, e saiu de campo com os olhos marejados. Foi a primeira expulsão da carreira do craque tricolor.
Com dois jogadores a mais, o anfitrião administrou nos minutos finais e levou a vaga.
No domingo a equipe enfrenta o Noroeste em Bauru pelo campeonato paulista. Fernandinho machucado deverá ser desfalque certo.
Nas oitavas-de-final Copa do Brasil o São Paulo enfrentará o Goiás em locais e datas a serem conhecidos nesta quinta-feira. Não contará com Lucas  na primeira partida, desfalque importantíssimo. Fernandinho também deverá desfalcar a equipe, caso a primeira partida seja na semana que vem. Luis Fabiano só deverá ter condição de jogo em 2 semanas. Paulo César Carpegiani deverá ter um bom trabalho para montar a equipe.

NOTAS

Rogério Ceni – Assistiu ao jogo. Apareceu em dois lances: quando cobrou o pênalti na primeira etapa e ao fazer uma defesa importante no segundo tempo. Tem crédito, mas não pode inventar e desperdiçar uma cobrança que poderia dar uma folga maior. Deveria dar seu bicho a Ilsinho por ter feito o segundo gol. Deu sorte que o erro não fez falta no final. NOTA: 6,0.

Rhodolfo – Zagueiraço! Fez o gol que abriu o placar. Caiu como uma luva na equipe! Partida tranqüila e segura. NOTA: 9,0.

Alex Silva – Partida segura e sem maiores problemas. Seriedade e garra de sempre. Foi substituído por Willian José, pois a equipe tinha um jogador a mais e precisava buscar o segundo gol, que daria a classificação. NOTA: 7,5.

Miranda – Seguro, discreto e tranqüilo. Travou um duelo com Landu na primeira etapa, que acabou substituído no intervalo. No segundo tempo não teve maiores preocupações. NOTA: 7,5.

Jean – Um dos melhores em campo. Apoiou bem o ataque, correu e lutou. Criou boas jogadas pelo lado direito e apoiou com eficiência. NOTA: 9,0.

Casemiro – Começou bem a partida e se apagou com o tempo, pois levou um cartão amarelo no início da partida e precisou ser mais cauteloso. Acabou substituído. NOTA: 6,0.

Carlinhos Paraíba – Saídas rápidas, boas roubadas de bola, além de aparecer bem no campo adversário. Peca em passes errados em momentos perigosos. NOTA: 7,0.

Lucas – Muito marcado, em alguns momentos conseguiu vencer Everton Sena e levar perigo ao gol adversário. Errou ao entrar na provocação e acabou expulso, junto com seu marcador. NOTA: 4,0.

Juan – Fez uma boa partida, apoiando com eficiência. Apareceu muito bem no ataque. Precisa finalizar melhor. NOTA: 7,0.

Dagoberto – Correu bastante, buscou o jogo, caiu bem pelas pontas, movimentou-se e abriu espaços. Deu assistência no primeiro gol e sofreu o pênalti que Rogério Ceni perdeu. NOTA: 7,0.

Fernandinho – Parecia estar afim de jogo, mas sofreu uma entrada dura logo no começo da partida e acabou sendo substituído. Ficou pouco tempo em campo e por isso fica sem nota.

MarlosLIXO!

Ilsinho – Entrou bem, abriu espaços, atacou bastante e fez o gol da classificação. Um dos melhores em campo. NOTA: 9,0.

Willian José – Substituiu Alex Silva e entrou para ser a referência no ataque, cumprindo bem o seu papel. Deu um belo passe para o gol de Ilsinho. NOTA: 7,5.

Paulo César Carpegiani – Teve sua parcela no resultado de hoje, mandando a campo uma boa equipe e fazendo alterações corretas que interferiram diretamente no resultado que deu a classificação. Vai ter trabalho para montar a equipe para o jogo contra o Goiás. NOTA: 8,0.

Árbitro – Distribuiu cartões, acertou nas expulsões dos zagueiros do Santa Cruz (errou na de Lucas, mas entendo o critério – quis se livrar de dois problemas ao mesmo tempo) deixou de marcar algumas faltas duras e um pênalti claro para o São Paulo no começo do segundo tempo. Poderia ter expulsado Jeovânio na primeira etapa ao fazer duas faltas duras. Se tivesse dado cartão para Everton Sena no primeiro tempo após falta dura em cima de Lucas, talvez o craque tricolor não teria sido expulso junto com o zagueiro na segunta etapa. NOTA: 6,0.


Com a colaboração de Gérson Santana (http://twitter.com/twittdogersao)

domingo, 3 de abril de 2011

Opinião: São Paulo 1x0 Mirassol



Paulo César Carpegiani deixou o veterano pentacampeão mundial Rivaldo no banco e com os desfalques de Dagoberto e Rhodolfo, escalou o São Paulo numa linha de quatro atrás (Xandão, Alex Silva, Miranda e Juan), três volantes (Jean, Casemiro e Carlinhos Paraíba), abriu Lucas e Fernandinho pelos lados do campo e deixou o garoto Willian José como referência no ataque.
Com a bola, Jean foi lateral. Sem ela, atuou como volante e esteve bem entrosado com Casemiro e Lucas. Casemiro participou bem do jogo como elemento surpresa em alguns momentos. Já o craque Lucas, dividiu a ponta direita e o centro do campo, onde não havia ninguém. Houve também muita movimentação do trio mencionado pelo lado direito com boas jogadas de ataque.
O primeiro tempo do São Paulo foi de muita paciência e posse de bola.  O Mirassol se defendeu como pode, com marcação atrás do meio de campo. Em muitos momentos o jogo foi truncado, sem espaços no campo, sem muita criatividade. Quando Jean e Juan começaram a aparecer pelos lados do campo (o lado esquerdo são-paulino com Juan, Carlinhos Paraíba e Fernandinho funcionou pouco na primeira etapa) o Tricolor melhorou. Após boa troca de passes entre Juan e Fernandinho, o camisa 12 perdeu gol feito ao rematar a gol com a perna direita. Precisa treinar finalização. Carpegiani deveria cobrar mais isso.
Aos 27 minutos, após genial arrancada do garoto Lucas, o craque driblou a zaga e o goleiro do Mirassol e fez um belo gol.
Apesar do gol, o marasmo seguiu e a única mudança notável foram os avanços da equipe do interior, tirando a posse de bola são-paulina e se arriscando ao ataque, conseguindo uma bola na trave no final do primeiro tempo em seu único lance de perigo.
O segundo tempo foi melhor, com oportunidades de gol mais claras. O São Paulo arriscou mais, o Mirassol respondeu e Rogério Ceni, homenageado antes da partida com a rede onde marcou o centésimo gol no domingo passado, apareceu bem em todas as vezes em que foi preciso.
Rivaldo entrou no lugar de Willian José, Fernandinho virou centroavante, Lucas caiu mais pela esquerda e mesmo criando chances, o São Paulo não matou o jogo. O Mirassol mudou e pressionou, de forma que a equipe de Paulo César Carpegiani se sentiu incomodada, mas sem muita diferença, pois o ritmo do jogo caiu. No final da partida, o Mirassol que ficou com a posse de bola no campo de ataque, ainda assustou após um escanteio e o Ceni fez uma defesa importante.
O resultado foi justo, já que o São Paulo teve volume de jogo maior e criou mais no segundo tempo. No entanto, precisa  aprender matar o jogo quando as chances aparecerem e evitar tomar tantos sustos.
Quarta-feira, na mesma Arena Barueri, o resultado de hoje levo o jogo para disputa de penalidades. Precisa jogar com paciência, marcar forte e buscar o gol. Como disse Jean durante a semana, espírito de Libertadores!


NOTAS:

Rogério Ceni – Um susto no primeiro tempo, defesas importantes e seguras na etapa final. NOTA: 8,0.

Xandão – Não dá pra confiar. Ora lateral, ora zagueiro, acaba não fazendo nenhum e nem outro.  Sem muito trabalho. NOTA: 6,0.

Alex Silva – A raça de sempre. Procura o jogo, faz o que pode e o que não pode. NOTA: 6,5.

Miranda – Partida discreta sem muitas preocupações com os atacantes do Mirassol. NOTA: 6,5.

Jean –  Tem fôlego para exercer as duas funções (lateral e volante). Muito bem na marcação e no apoio. Muito boa partida. NOTA: 8,0.

Casemiro – Apareceu muitas vezes como “homem-surpresa” no meio campo, saiu mais para o jogo, apoiou o ataca e marcou com eficiência. Tem muito mais qualidade que Rodrigo Souto (que não deveria ficar nem no banco!). NOTA: 8,0.

Carlinhos Paraíba – Fez o simples. Discreto e um pouco apagado. Precisa se entrosar mais com Juan e Fernandinho, para tornar forte o lado esquerdo. NOTA: 6,0.

Juan – Foi um pouco melhor no apoio ao ataque e trocou bons passes com Fernandinho. Perdeu um gol feito no segundo tempo. NOTA: 6,0.

Lucas – Chamou o jogo quando precisava (tem que ser assim sempre!) e resolveu num lance de genialidade. Gol de craque! Se dividiu entre o centro e a ponta direita no primeiro tempo. Na segunda etapa, com Rivaldo em campo, foi para o lado esquerdo. O nome do jogo. NOTA: DEZ, com louvor!

Fernandinho – Correu bastante, criou boas jogadas e perdeu um gol fácil no primeiro tempo. Precisa aprender a finalizar com urgência! Foi menos fominha hoje e continua com sua jogada manjada que às vezes funciona. NOTA: 7,5.

Willian José – Isolado na frente, ficou apagado no primeiro tempo, principalmente pela falta de criação da equipe. Na segunda etapa, acertou uma bola na trave. NOTA: 6,5.

Rivaldo – Entrou no lugar do garoto Willian e deu mais qualidade ao passe. Discreto. NOTA: 6,0.

Henrique – Substituiu Fernandinho. Não teve grande destaque. S/N

Paulo César Carpegiani – Precisa parar de inventar zagueiro-lateral e outras coisas. Precisa fazer o simples e saber usar bem as boas pessoas que tem no elenco. Precisa forçar o treino de finalização e melhorar o lado esquerdo, já que o direito apareceu muito bem hoje. Na quarta terá dois retornos importantes. Não tem o que inventar, só fazer o simples! NOTA: 6,5.

Paulo César de Oliveira – Vou falar O QUE deste cidadão? Como sempre, fraco e medíocre. Deixou de marcar muitas faltas. NOTA: 3,0.


Com a colaboração de Karolina Palinkas (@karolpalinkas_)



sábado, 2 de abril de 2011

Ô Juvenal, olha pra direita!



Enquanto assistia ao jogo entre São Paulo e Corinthians, mágico para os tricolores pela quebra do tabu e pela marca fantástica de Rogério Ceni, um jogador do São Paulo não lembrava nem de longe o atleta que teve uma boa passagem na metade da década passada no Morumbi.

Falo de Ilsinho, insinuante lateral muito útil no título brasileiro de 2006, e mais um nome na lista dos reforços bons e baratos que fizeram do São Paulo o rei de títulos importantes entre 2005 e 2008. Por que ele não consegue repetir o sucesso da passagem anterior? A culpa sem dúvida não é do futebol ucraniano, onde Ilsinho jogou muito bem, sendo eleito o melhor jogador da temporada 2007/2008 e peça fundamental na conquista da Copa da Uefa de 2009, na mesma posição atual, meia pelo lado direito. A resposta pode estar nas suas seguidas lesões, que deixaram o jogador um pouco mais travado, apesar de ainda conseguir fazer boas jogadas, como a que resultou em um pênalti convertido por Rogério na derrota para o Paulista.

Isso complica um pouco mais a cabeça de Paulo César Carpegiani, e agora chegamos ao ponto principal do artigo. Há quatro temporadas, desde que o próprio Ilsinho saiu, em meados de 2007, o São Paulo não tem um lateral direito confiável. De lá pra cá, vários laterais de qualidade duvidosa passaram pelo Morumbi sem deixar saudades. Jancarlos, Joílson, Wagner Diniz, Cicinho em péssima forma física... Edson Ramos, recém-contratado, não é nem relacionado. Dá pena ver o talentoso Jean há quase dois anos jogando fora de posição. Ou alguém discorda de que como volante renderia muito mais?

O meio-campo com Jean ganha em qualidade no passe, comprometida demais pelos muitos erros dos volantes (especialmente Souto e Paraíba). Pela falta de um lateral e por entender que Jean deve jogar no meio, Carpegiani vem escalando um zagueiro como falso lateral pela direita, o que é perigoso (ora o lento Xandão, Alex Silva e até o garoto Luiz Eduardo, que pode se queimar caso atue mal jogando por ali). Um nome que me agradaria seria o de Jonathan, recém-contratado pelo Santos, mas esse já foi. Pelo menos é da posição e vinha jogando bem há dois anos. Cicinho, ex-Santo André e hoje no Palmeiras, poderia pelo menos compor o elenco. Creio que não joga melhor porque o time de Palestra Itália é fraquinho.

Ainda com esse problema, é perfeitamente possível o São Paulo ganhar os dois títulos do primeiro semestre (feito obtido pelos rivais Corinthians e Santos nos últimos dois anos). Contudo, não compreendo o fato de ver tantos zagueiros, volantes e atacantes no elenco – a maioria deles seriam titulares em muitos clubes da Série A – e ver um lateral improvisado jogando pela direita.

Por Leonardo Aragão