O relógio marcava 11 minutos da segunda etapa quando Rivaldo recebeu um cruzamento de Dagoberto, dominou a bola com os joelhos, “chapelando” o zagueiro Bruno Quadros e finalizando de forma indefensável para Paulo Musse. A partir dali, motivado pela jogada genial do melhor do mundo em 1999, o Tricolor partiu para a vitória e derrotou o Linense por 3x2.
Um início apoteótico, quase semelhante ao de outro colega que brilhou ao seu lado na Copa de 2002, Ronaldo, talvez com peso um pouco maior – trocadilhos a parte - por se tratar de um clássico no caso do Fenômeno (Palmeiras 1x1 Corinthians, pelo Paulistão-2009).
A razão pela qual Rivaldo tem poucas oportunidades é desconhecida. Jornalistas que cobrem o dia-a-dia do clube dizem que ele se esforça nos treinos, é responsável e auxilia os jogadores mais jovens. Seu condicionamento físico permite que jogue mais minutos do que vem atuando.
Com a recente eliminação no Campeonato Paulista e as partidas ruins que o meia Marlos vem fazendo, crescem os pedidos da torcida e diretoria para que o camisa 10 tenha mais oportunidades. Há anos, desde a saída de Danilo para o futebol japonês, em dezembro de 2006, que o São Paulo não tem um jogador de qualidade com características de meia ofensivo. Agora que ele apareceu, quase não joga.
Rivaldo poderia se encaixar bem no esquema de Carpegiani. Jogando como um meia atacante, semelhante ao posicionamento na Copa-02, pode auxiliar Dagoberto, que muitas vezes joga isolado. Seria uma boa forma de municiar o atacante são-paulino enquanto Luís Fabiano estiver fora de combate. Os três meio campistas que saem pro jogo, Carlinhos Paraíba, Ilsinho e Marlos, erram muitos passes próximos à área.
Rivaldo tem aproveitamento melhor nesse quesito, fundamental quando se joga com apenas um atacante contra uma linha de três ou quatro na defesa rival.
Um jogador do seu nível precisa ter mais chances, para pelo menos sabermos se sua contratação valeu a pena.
Por Leonardo Aragão