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domingo, 1 de maio de 2011

Confuso em campo, São Paulo perde para Santos e dá adeus ao Paulistão

Há um ditado popular que diz que oportunidades não devem ser desperdiçadas. Seja um emprego novo, uma chance de viajar ou aprender coisas novas. No futebol, não é diferente. Na tarde de hoje, o São Paulo não aproveitou sua ligeira superioridade na primeira etapa, foi largamente dominado na segunda e, mais uma vez, perdeu um clássico paulista, novamente para o Santos, por 2x0, em pleno Morumbi, e deu adeus ao Campeonato Paulista.

Mais de 44 mil pessoas compareceram ao Morumbi e mostraram que a equipe de Paulo César Carpegiani contava com a confiança de sua torcida para chegar a uma final de Paulista, o que não ocorria desde 2003. Entretanto, assim que a bola rolou, era notória a perda de qualidade da equipe sem Rhodolfo e Lucas.

Aos 2 minutos, o primeiro susto. Alex Silva tentou sair jogando, perdeu para Neymar, que bateu rente a Rogério. A bola bateu na trave e levantou a torcida santista, em menor número. Em seguida, aos 5, Danilo quis retribuir o presente e perdeu para Marlos, que foi travado por Durval na hora do chute.

O jogo ficou morno, com as duas equipes se estudando. Neymar era muito bem marcado por Casemiro. Paulo Henrique também estava sumido. Nos 15 minutos finais da primeira etapa, três chances de gol para o São Paulo. Aos 31, Dagoberto driblou dois e exigiu boa defesa de Rafael. Um minuto depois, outro chute de Dagoberto, que Rafael defendeu e, no rebote, impediu o gol de Ilsinho.

Aos 34 minutos, a chance mais clara. Jean recebeu ótimo passe de Marlos e, frente a frente com o goleiro, chutou longe.

Muricy dá as caras e abre caminho para a vitória

Em outros tempos, Muricy ouviu muito das arquibancadas do Morumbi que deveria mexer no time. Acho que ele aprendeu. Veio do intervalo com o zagueiro Bruno Aguiar na vaga do inoperante Zé Eduardo. O que poderia ser um recuo tático foi a chave para a vitória. Elano e Paulo Henrique jogaram mais avançados, confundindo a desorganizada defesa tricolor.

No outro banco, um treinador que pensa em alterar apenas depois de o time tomar gol. Os avanços do Santos mostraram que ele sairia em questão de tempo. E veio aos 15 minutos. Paulo Henrique entrou na área, observado por Alex Silva, que cruzou para Elano cabecear e abrir o placar no Morumbi.

O São Paulo tornou-se nulo taticamente. Com um esquema 3-6-1, Dagoberto ficou isolado brigando com três zagueiros e Marlos perdendo todas as bolas próximas à área. Somente com o placar adverso Carpegiani resolveu colocar Fernandão, para jogar como referência no ataque, na vaga de Casemiro.

O Tricolor se escancarou sem nenhuma organização ou criatividade e a vida de Neymar ficou mais fácil, com a saída de seu marcador implacável até então. Rivaldo ainda entrou, mas a sorte estava por vir para o camisa 10 rival. Aos 27, Neymar passou fácil por Xandão, entrou na área e deu um passe magistral para Paulo Henrique bater de pé esquerdo e decretar a classificação santista para a final do Paulistão.

A partir dali, qualquer torcedor percebia que o jogo estava definido. O Santos trocava passes rápidos e Neymar perdeu uma chance inacreditável aos 40 minutos. Carpegiani ainda se deu ao ridículo de colocar Willian José aos 44, talvez na expectativa de que ele fizesse um milagre e marcasse 2 gols em 3 minutos. Do lado santista, Léo e Elano deixaram o campo lesionados e preocupam para o duelo contra o América mexicano, pela Libertadores.

Aos são-paulinos, resta saber quando o time deixará de dar vexame nos mata-matas contra os rivais do estado. São quatro duelos consecutivos perdendo para Palmeiras, Corinthians e duas vezes para o Santos. A Copa do Brasil é a única salvação do semestre agora. Quarta-feira, é dia de enfrentar o Avaí, no Morumbi, e compensar a eliminação no Paulistão.

Notas

Rogério Ceni – Fez uma boa defesa em chute de Léo e olhou a bola de Paulo Henrique entrar no segundo gol – Nota 6
Xandão – Marcou bem no primeiro tempo e no segundo caiu junto com o time – Nota 5,5
Alex Silva – Displicente, atabalhoado e com a cabeça na lua. – Nota 4
Miranda – Visivelmente enjoado de jogar no Morumbi. – Nota 4,5
Jean – Perdeu um gol claro no primeiro tempo e outro no segundo. Errou passes simples e se atrapalhou com a bola – Nota 4,5
Casemiro – Marcou bem Neymar, ganhando quase todas as jogadas e irritando o camisa 7 santista. Saiu porque o time precisava se abrir – Nota 6,5
Carlinhos Paraíba – Esforçado, tentou ajudar o time, mas não conseguiu – Nota 6
Ilsinho – Precisa ser mais regular. Apareceu pouco no jogo e o time precisava muito dele – Nota 4,5
Marlos – Não dá pra entender porque ganha tantas chances no time titular. Não ergue a cabeça, prende muito a bola, erra 90% dos passes próximos à área e cruza mal, tudo isso em 90% dos jogos – Nota 4
Juan – Não comprometeu, mas poderia aparecer mais pelo lado esquerdo – Nota 5
Dagoberto – Fez um bom primeiro tempo, criando duas jogadas que levantaram o time e a torcida. No segundo tempo, caiu de produção errando passes e finalizando mal – Nota 6
Fernandão – Poderia ter entrado antes. Está sem ritmo de jogo e perdeu uma chance boa de cabeça, invalidada pelo auxiliar por impedimento. Deve ser mais utilizado nos próximos jogos – Nota 5
Rivaldo – Entrou quando o time estava escancarado e desorganizado. Não conseguiu fazer muito – Nota 5,5
Willian José – Fica sem nota. Entrou quase nos acréscimos sabe se lá por que – S/N
Paulo César Carpegiani – Escalou mal o time, insistiu com Marlos por mais de 60 minutos, esperou tomar gol pra mexer no time e botou Willian José aos 44 da segunda etapa pra dar satisfação a alguém. Péssimo – Nota 3

Raphael Claus – Não teve grande trabalho. Foi bem nos lances mais importantes e distribuiu os cartões amarelos com correção. Nota 6,5

Leonardo Aragão

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