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sábado, 7 de maio de 2011

O reserva de Marlos


O torcedor presente naquela noite no Morumbi preparava a vaia. O adversário, considerado um dos mais fracos do campeonato, vencia por 1x0. Só que um certo camisa 10 estreante no clube resolveu mudar a história do jogo.

O relógio marcava 11 minutos da segunda etapa quando Rivaldo recebeu um cruzamento de Dagoberto, dominou a bola com os joelhos, “chapelando” o zagueiro Bruno Quadros e finalizando de forma indefensável para Paulo Musse. A partir dali, motivado pela jogada genial do melhor do mundo em 1999, o Tricolor partiu para a vitória e derrotou o Linense por 3x2.

Um início apoteótico, quase semelhante ao de outro colega que brilhou ao seu lado na Copa de 2002, Ronaldo, talvez com peso um pouco maior – trocadilhos a parte - por se tratar de um clássico no caso do Fenômeno (Palmeiras 1x1 Corinthians, pelo Paulistão-2009).

Desde então, o camisa 10 tricolor não teve a mesma chance de brilhar. Entra cerca de dez, quinze minutos restantes para o fim do jogo. Em todas as remotas chances, com o placar definido, seja para o São Paulo ou para o adversário. Longe do cenário de pressão e decisão em que Rivaldo já mostrou, pode ser fundamental (como nas vitórias sobre Dinamarca, na Copa de 98 e sobre a Bélgica, em 2002).

A razão pela qual Rivaldo tem poucas oportunidades é desconhecida. Jornalistas que cobrem o dia-a-dia do clube dizem que ele se esforça nos treinos, é responsável e auxilia os jogadores mais jovens. Seu condicionamento físico permite que jogue mais minutos do que vem atuando.

Com a recente eliminação no Campeonato Paulista e as partidas ruins que o meia Marlos vem fazendo, crescem os pedidos da torcida e diretoria para que o camisa 10 tenha mais oportunidades. Há anos, desde a saída de Danilo para o futebol japonês, em dezembro de 2006, que o São Paulo não tem um jogador de qualidade com características de meia ofensivo. Agora que ele apareceu, quase não joga.
 
Rivaldo poderia se encaixar bem no esquema de Carpegiani. Jogando como um meia atacante, semelhante ao posicionamento na Copa-02, pode auxiliar Dagoberto, que muitas vezes joga isolado. Seria uma boa forma de municiar o atacante são-paulino enquanto Luís Fabiano estiver fora de combate. Os três meio campistas que saem pro jogo, Carlinhos Paraíba, Ilsinho e Marlos, erram muitos passes próximos à área.

Rivaldo tem aproveitamento melhor nesse quesito, fundamental quando se joga com apenas um atacante contra uma linha de três ou quatro na defesa rival.

Um jogador do seu nível precisa ter mais chances, para pelo menos sabermos se sua contratação valeu a pena. 


Por Leonardo Aragão

2 comentários:

Mauro Trevisan disse...

O time perde velocidade, mas ganha em qualidade no passe. Ele não aguenta voltar pra marcar, mas os outros precisam ter consciência disso (além do técnico) e correr por ele, coisa que ninguém faz! Não joga mais pq o técnico não quer e prefere continuar errando com o lixo do Marlos.

Raffa Jardim disse...

Perfeito. O Carpegiani é um técnico horroroso, por isso Rivaldo não joga. Mas assim que o time perder a Copa do Brasil para o Avaí ou Vasco, Carpegiani será demitido, e o novo técnico dará chance a Rivaldo.